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Almodóvar critica Netflix e diz que defenderá cinemas até a morte

17 MAI 2017
17 de Maio de 2017
O Festival de Cannes pode ate ter começado frio em termos de programação (o longa de abertura, “Les Fantomes de Ismael”, de Arnaud Desplechin, causou bocejos), mas teve instantes de alta temperatura já na apresentação dos jurados à imprensa. Sob liderança de um carrancudo Pedro Almodóvar, o júri da competição oficial já entrou de cabeça no que promete ser a principal polêmica do festival este ano: a participação da Netflix na seleção oficial, com dois títulos.

O presidente do júri afirmou nesta quarta-feira (17) que seria um paradoxo que um filme premiado com a Palma de Ouro não pudesse ser visto nos cinemas. "Seria um paradoxo dar a Palma de Ouro a um filme que jamais vais ser visto em uma tela grande", disse Almodóvar, convocando as plataformas de streaming a "aceitarem as regras do jogo" e gerando certa suspeita de que os filmes da Netflix já saem em desvantagem na competição.

Um pouco adiante, a cineasta e colega de júri Agnès Jaoui preferiu amenizar, deixando claro que esse posicionamento não deverá afetar os julgamentos: “Não podemos fingir que a tecnologia não existe. Mas seria um absurdo penalizar esses diretores apenas por causa disso [seus filmes nunca serem exibidos em salas].”
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